Edição 2018

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Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous

Cinco edições é ainda meio caminho para um número redondo. Os números redondos têm uma certa tendência para nos fazer andar às voltas. É como querer seguir em frente com os olhos postos na casa de partida. Os números redondos lembram-me sempre uma pista de circo. Ainda estamos a meio desse lugar enigmático e, por isso, estas cinco edições do Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous fazem-nos analisar o presente com um olhar amplo sobre o território e sobre as consequências de um trabalho que tem ainda um longo caminho a percorrer.

A região tem vindo a observar nos últimos anos uma forte dinâmica ligada ao circo contemporâneo que, de forma inusitada a nível nacional, agrega um pensamento sistemático sobre esta linguagem, espelhado na programação regular de circo nos seus principais teatros (Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Centro Cultural Vila Flor e Theatro Circo) e num contexto privilegiado ao nível da formação, com o surgimento, em 2017, de um curso avançado de especialização em circo no INAC – Instituto Nacional de Artes do Circo. Em 2018, este mesmo Instituto, em parceria com a ACE – Academia Contemporânea do Espetáculo, faz nascer em Famalicão o primeiro curso profissional de circo da região Norte do país, e o segundo do género a nível nacional. Fecha-se, assim, um importante círculo de uma cadeia de valor que posiciona a região no centro do desenvolvimento do circo contemporâneo em Portugal.

Quatro anos depois da sua primeira edição, o contexto é cada vez mais estimulante e a ação do festival cada vez mais pertinente. O Teatro da Didascália, juntamente com os municípios coprodutores do festival, Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão, estão no meio deste círculo. Voltamos aos números redondos. Voltamos ao circo.

Ao longo de quatro dias de uma intensa programação, o festival fará 21 apresentações dos 10 espetáculos programados; entre os quais, 3 coproduções em estreia absoluta e 4 estreias nacionais.

Nesta edição, voltamos a coproduzir o projeto final dos alunos do 1º ano do INAC, o espetáculo Esboço para Paraísos, dando continuidade à forte parceria que o Festival tem mantido com esta estrutura de formação. De destacar, ainda, as coproduções com a companhia Oliveira & Bachtler com o seu espetáculo Kadok, e a coprodução com a companhia Radar 360º, que estreia no festival o terceiro ato do espetáculo Arquétipo – Acto III.

Formação e ações de sensibilização

No sentido de colocar as cidades de pernas para o ar, durante três dias a comunidade envolvente do festival poderá ainda fazer uma viagem iniciática pelos três pilares essenciais do circo – malabarismo, equilíbrio e acrobacia aérea –, através das várias oficinas que se realizarão nas três cidades, abrindo estas linguagens para curiosos de todas as idades.

Atentos às novas vagas de artistas que começam a surgir no contexto nacional e com os olhos postos nas que se avizinham, fruto de uma conjuntura favorável no contexto regional com o surgimento dos referidos cursos de circo, propomos um debate sobre o tema – “O que fazer com esta nova vaga?” – como ponto de partida para uma reflexão que urge entre os criadores emergentes e o mercado de trabalho.

Internacionalização

Prosseguindo o trabalho de internacionalização do festival iniciado nas edições anteriores, teremos presentes quatro instituições de programação internacionais ligadas ao circo contemporâneo. Isto possibilitará um contacto privilegiado entre programadores estrangeiros e artistas nacionais programados no festival; assim, a 3ª edição do Showcase possibilitará aos artistas promoverem os seus projetos de forma mais próxima e informal junto dos programadores convidados: Thomas Renaud – Maison des Jonglages (França), Steven De Jonge – Festival Miramiro (Bélgica), Alfred Konijnenbelt – Festival Spoffin (Holanda) e Isabel Joly FEDEC – Federação Europeia de Escolas Profissionais de Circo (França).

Há tanto para ver, discutir, experimentar. Espetáculos que saem à rua e que se confrontam com o património das cidades: museus, galerias e monumentos que, através do programa paralelo “Visite Também”, abrem portas ao público do festival.

Em Julho, há um festival que revoluciona o quotidiano das cidades.

Bruno Martins | diretor artístico – Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous

 

Direção Artística
Bruno Martins

Programação e Direção Geral
Bruno Martins e Cláudia Berkeley

Direção de Produção
Jonathan da Costa

Direção Técnica
Valter Alves

Coordenação Atividades Paralelas
Patrícia Amaral

Assistência de Produção
Joana Mont’Alverne, Mariana Dixe

Assistência Técnica
Cárin Geada

Equipa Técnica
Eduardo Pousa, Hélio Pereira, Igor Pittella, João Abreu, João Teixeira, Miguel Dias

Design Gráfico
Rui Verde

Fotografia e Vídeo
Os Fredericos

Assessoria de Imprensa
Central de Informação

Organização
Teatro da Didascália

Coprodução
Município de Braga, Município de Guimarães, Município de Vila Nova de Famalicão

Vídeo Promocional

Programação 2018