O acrobata está constantemente a testar os limites do seu corpo, levando-o a uma luta sem fim cujos adversários são a sua realidade fisiológica,
a gravidade e as leis da física.
Esta luta está perdida logo à partida.
Consciente ou inconscientemente, o único objetivo é adiar a derrota, rebater o momento em que a idade e o tempo levarão a melhor da sua força.
O artista de circo é um herói absurdo e trágico, sendo a vaidade da sua luta que lhe confere toda a sua beleza. Ele não pode senão aceitar a sua condição: a sua revolta é a sua humanidade.
ESTREIA NACIONAL