Calle calvario é um solo de circo contemporâneo que cruza equilíbrio sobre as mãos, movimento, voz e construção de imagens para explorar a relação entre mãe e filha. Uma relação feita de amor, culpa, raiva, afeto e, por vezes, violência. A peça nasce da dificuldade de reconhecer e nomear aquilo que dói quando sabemos que a nossa mãe também foi ferida. A partir do corpo, investiga aquilo que herdamos, as formas de ser mulher, mãe e filha que aprendemos antes mesmo de poder escolhê-las, e aquilo que não queremos continuar a repetir. Como reparar o que atravessou gerações? É possível separarmo-nos dos corpos que nos deram a vida e, ainda assim, continuar a encontrar-nos?